quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Pus um remendo no vestido velho e rosado
quase no seu fim, carregando meu cheiro de negra 
de terra que sou. 
Arrumei as alças, que sustentam o porte, 
de meu corpo que morre a todo instante.
Que sobrevivam ao menos as palavras,
 tornem-se a minha extensão do modo de ver poesia, até na dor.







Quantas ocupações delego ao meu corpo, obediente. 
Mas a mente, dormente, mente e segue ocupando-se de ti.
Que somente, mente.









Era um filme o contar das horas
Era uma poesia o passar do ônibus.
A rua com tantas roupagens, era nua.
Na esquina, era tua pessoa.
Eu era também, passageiro e só.










há dias difíceis

há dias turvos com sol escaldante
há dias que estamos vivos
há dias
Careço daquela surpresa que teus olhos acomodam

domingo, 23 de setembro de 2012








Lá se vem meus olhos
loucos
enxergando o azul
mais precisamente, o sublime da cor AZUL.

Escritos de Vanusa Babaçu


O que me chega dele, nunca é simplório. Tudo é carregado de importância singular, é assim com abrir aquele presente que te cai tão bem, aquilo que te faltava e tu sabias. Quero que dure, quero que dure, que perdures em mim. Assim, com essa tu alma nobre. Só isso, e só.

Haicai






Gosto das coisas poucas
Que até sendo pequenas
fazem aquela ebulição enorme
na alma, na vida, na continuidade.
disso eu gosto,
e de tu, eu gosto mais ainda.
és forjado no todo de elementos básicos,
porém, essenciais.
Gosto das estrofes
Gosto  de haicai