terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Vermelho






Meu patuá,
de couro cru
Moldado e costurada a mão
 Pelo velho da estrada do arroz
Carregado transversalmente,
 sobre meu peito.

Seguramente ali te coloquei.
E cavalgamos no galope
De um cavalo, livre de juízos.

Na estrada da infinitude da vida
Sob o céu negro estrelado

Estendemos-nos horizontalmente,
sossegados
Na esteira, trançada palha a palha.
Com a força e sabedoria
contida nas mãos
Do velho sábio
da estrada do arroz.
E o tempo cansou de andar.

E agora...
Onde estão seus olhos?




texto: Vanusa Babaçu
Retrato: Cairo Morais (Aragoiânia - GO)

8 comentários:

cairo morais disse...

Que belo patuá é o seu
E que honra de esta dentro deste patuá
Guardado com carinho
Vanusa saiba que você também esta guardada no meu patuá
No meu patuá todo colorido que ganhei de uma índia guajajara quando Fui passa um carnaval em Barra do Corda, um belo patuá que ela mesma coloriu , mas ainda bem que não foi só o patuá que eu ganhei dela durante esse período carnavalesco.
Você esta no meu atual patuá todo feiozinho que ganhei na conferencia de cultura de imperatriz, é feiozinho,mas é de grande utilidade ,pois eu levo você pra todo canto ;E como eu não sou besta ,o logótipo fica virado pro meu bumbum e fica uma coisa nada original
Mas eu levo você , de verdade, sabe onde ?
No meu coração.
Cairo Morais

Vanusa Babaçu disse...

Cairo, Cairo!

Sabe, eu nunca tive um patuá indígena, mesmo tendo relações bastante aproximadas com os povos indígenas maranhenses e de outras partes do Brasil. EU tenho um lindo colar que uso na tranversaLidade de meu corpo feito pelos indios KAIAPÓS, Lá do Mato Grosso, tenho até usado com uma certa frequência.
Agora patuá de couro cru, esse existe e já é o segundo confeccionado por seu Genésio, lá nos 'SEM TERRAS" da velha estrada do arroz.
Quanto a seu patuá, que recebeste na Conferencia ele nao é feiozinho não, eu gostei muito do dsigner. AH, tu sabias que eu sou especialista em patuás? Alguns que rodam por Imperatriz, fui eu quem fiz, certo?
Agora quanto a andar no seu patuá, atual .., minha nossa, é uma grande honra e dentro do seu coração... Eu não sei se aguento, não!!!

Um patuá abarrotado de carinho pra você!

E a foto, ficou bem, sim?

Anônimo disse...

Essa "ESTRADA DO ARROZ" e seus personagens reais, na vida de Babaçu, mesclada com amor que transcende na tua pele.
E esse Cairo, entra assim dentro do teu patuá? Tu deixa? Ele cabe?

Senti uma pontinha de ciumes!!

Leio cada paalavra que escreves... e para cada uma delas acompanho teu estado de espírito.
Somos privilégiados com teus "ESCRITOS"

Parabéns, mulher azeite de coco!

cairo morais disse...

Vanusa
A photografia do por do sol transformou-se em mera paisagem perto da tua poesia...kkkkk
Mas Vinícius de Morais já dizia o que adianta eu te escrever mil palavras em linha reta se eu não sei as linhas curvas do teu rosto,
A photo deu um tom de tardinha para o tempo casou de andar
Eu sou apaixonado por este fenômeno natural diário
Nunca gostei do amanhecer, não sei por que
Só sei q é um sentimento do meu natural.
Agora quanto a Vanusa designer de patuás ,eu não sabia

Mil beijos
E até breve

Cairo Morais.

Vanusa Babaçu disse...

Para vc que nesessita estar na penumbra:

Grata, por cada vez que comenta aldo que eu exponho.

Quanto ao Cairo, ele cabe, ele pode, ele deve!!!

As pessoas entram na minha vida, pois a porta está sempre aberta... é natural de minha personalidade.

Eu não sou a melhor mãe do mundo, mas nasci com o coração da maior mãe. Aqui sempre cabe mais alguns!!!

Quanto à estrada:
Eu conheço outras, estradas, outras varedas, outros caminhos. Mas são nas encruzilhadas da VELHA ESTRADA DO ARROZ, que eu me perco e me encontro simultaneamente!

Abraços de palmeira

Vanusa Babaçu disse...

Carissimo Cairo....

Conforme nosso admirador e seguidor anônimo, você está com a bola toda. Eu, também acho. E fique na certeza que estás mais proxímo de mim do que outros, ou nós mesmos podemos imaginar, numa proximidade de espírito, de alma.

Os patuás:
Sim! Estou fazendo como os Velhos Griôs do Goiás, respassando a arte adiante, nesse momento meu filho está com a incubência de dar continuidade a minha arte, alguns encontros acadêmicos ja tiveram seus patuás confrcionados por ele. (FECITEC)etc.

A foto:
É maravilhosa, é bela, é fantastica, de uma poesia única.

O tempo:
Um dia posso lhe ensinar outras formas de ver o rair do dia, quem sabes não fique cheio de encantamento. Mas veja bem, na poesia tempestade é o fim de tarde que está exaltado. As primeiras horas do dia me inspiram a dormir. algo mais em comum!


"as linhas curvas do teu rosto" Vinicius..
Ah! um dia elas deixarão de ser uma incognita!

Cheiros de fim de tarde para voce..

Debora disse...

...Diante de tanta andança nessa estrada, noto que é aí que te encontras ne Babaçu...Lindo teu poema...óia fia, arranca inté suspiro dos rapaizzzzzz.....
Xerim...

sempre,

Débora

Vanusa Babaçu disse...

Débora,

Naquela "velha" estrada de nove pontes que já tive inclusive companhia de almas... Mas isso já é outra história!!

Quanto aos suspiros: Gostaria que eles fossem mais abrangentes e que as "meninas" também, possam suspirar.. pode começar por ti!!

beijos Azeitados

Minha denga!