terça-feira, 21 de setembro de 2010

Acordei o mais cedo que pude. Lembrete na porta da geladeira: lavar as calcinhas. A segunda viagem do dia será logo após a chegada do avião das duas da tarde visto que, esse trás duas criaturas que farão parte do coletivo que estará no sul do MA, para mais uma atividade. (em coletivo)
É verdade que eu gosto dessa vida de mochila mas, nem todo dia tenho vontade de pegar a estrada. Mesmo agora aqui fazendo essas rezingas, a mochila preta, surrada e com tantos pequenos repartimentos já está pronta. As calcinha, hum ainda vão secar sob o sol escaldante de setembro. Não podem deixar de entrar na pequena bagagem para três dias de ausência de corpo.
Dessa vez, me recusei a dirigir, é longe e a última viagem no mesmo trajeto desviei de uma carreta, sai fora da estrada. Nada demais  ocorreu comigo (usava, como uma boa menina o recomendado cinto de segurança). Agora o pobre carro, sofreu bastante e nos custou um bom bocado de reais para deixa-lo inteiro outra vez.


Seu Adão (motora que conhece como a palma de sua mão os 600km que percorrememos) nos guiará e talvez,quem sabe eu tire um bom cochilo na velha estrada com paisagem do belíssimo cerrado maranhense. Iremos até Loreto.
No preparo da mochila francesa (presente), lugar garantido para minha companheira de todas as horas, a maquina fotográfica, uma bem velhinha, com visor minúsculo da marca MINOLTA, (também presente de FANY). as fotos ficam ótimas então, entrou na bagagem. Carregador de pilha, creme dental, suvacol, absorventes diários, canetas, papel higiênico para as conhecidas e necessárias paradinhas na estrada....lápis, borraozinho feito por Alexandre, aqueles pequenos que cabem em qualquer espaço. O telefone sem carregador...
Um livro, que nunca dá tempo de ler, mas quando eu nao levo o tempo aparece e me estresso de arrependimento, então virou bagagem imprescendível, levo, levo e pronto. Dessa vez ainda sou carona no banco de trás, atrapalhando um pouco minha visão para as fotos.


O que não é palpável levo em quantidade superior ao peso de meu corpo, saudades dos que ficam, mesmo que por tempo pouco, no entanto com a frequência das pequenas separações, conta muito tempo de horas corridas....
Mas tenho que ir,
To indo....
e para os que amo...
Abraços de palmeira

Um comentário:

Antonieta disse...

Amiga,

Também tenho uma máquina fotográfica bem antiga que tira fotos lindas e por isso também levo...

É muito legal esse teu jeito de contar as coisas!

Beijos e boa viagem!!!