segunda-feira, 27 de junho de 2011

Portas de mim




Caminho em passos largos
entre a sala e o camarim 
da morada que sou eu.
Fecho portas acendo as luzes.
Tateio as paredes, amarro as cortinas. 
Ele chega e aproxima-se faceiro.
Mente com arte,
diz que me ama. 
Eu sem quizilas creio. 
Ensaia partir.
Como já é de certeza o próximo ato: 
Vira as costas faceiro.
Nem de dó se veste. 
Sabe certo de meu calvário.
com dores similar de parir
Escuto meu grito, em silêncio.
E quando desejar volta.
Quisera eu... 
Não abrir as portas de mim, 
outra vez.




 

Um comentário:

Rosangela disse...

Um encanto... Sempre que passo por aqui me surpreendo. Gosto muito!