Pés estradeiros
viajadeiros
de velhas ou novas estradas.
Ora empoeirando-se, por outras vezes
enlameado-se
adubando-se em algum curral
sem pudor algum
na certeza de com brevidade tornará-se
pó.
viajadeiros
de velhas ou novas estradas.
Ora empoeirando-se, por outras vezes
enlameado-se
adubando-se em algum curral
sem pudor algum
na certeza de com brevidade tornará-se
pó.
pés historiadores
de um tempo nem distante
nem desconhecido,
pés nus como assim nascidos.
de um tempo nem distante
nem desconhecido,
pés nus como assim nascidos.
que rastros fizeram em caminhos mil.
Pés de memória larga
nem um atalho ficou esquecido,
nem mesmo aqueles pelos quais
não deveriam ter rumos tomados.
em algum lugar desabotoou sapatos,
e que em liberdade,
retomaram novos, ou velhos caminhos.
escrevendo com rastros inexauríveis
páginas de um tempo
que não há regresso.
Vanusa Babaçu,
Setembro de 2009
tempo de pés descansando
2 comentários:
Moça dos pés...que belo!!!
Abifelou BABAÇU...
Xerim...
Oh moça...um belo poema só poderia mesmo ser ilustrado por imagens igualmente belas...que belos pés BABAÇU...
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