domingo, 17 de outubro de 2010

Megafone



texto inventado e Flor retratada
por Babaçu, nesse outubro ROSA.
com inspiração vermelha.



Não sabia do que eu tinha tanta saudade. 
Oh, céus! Eu sabia. 
De certo, era só dos teus olhos.
Pouca verdade. 
Do hálito? 
Talvez, do teu cheiro de noite.
Da fala mansa, cantada.
das tuas vestes vermelhas como a minha bandeira.
Do teu brincar com as palavras?
Do teu mote de inteligência? 
Da tua tese sobre como é bom viver?
Das tuas descobertas de aprendiz?
E agora? És  o senhor do ouro, sabe tudo.
Poupe-me apenas das réplicas.
Fazem-se desnecessárias para o momento.
E se forem elaboradas de verdades?
Verdades doem.
Feche a porta da sala.
Continue no seu mundo off.
e para essa estação utilisarei
tão-somente um megafone.

 




4 comentários:

Viviany Assunção disse...

poema gostoso, gostoso como a autora... adoro Vanusa, uma escrita simples e tocante.

Vanusa Babaçu disse...

Viver é melhor coisa do mundo. E acordar com saudades? Ai pronto nada mais falta. A poesia tem essa ponte de te ligar ao outro. Te rebusca da coragem de tu publicisar um sentimento: Declarar a vida me presenteia com motes inspiradores. Hoje minha inspiração foi vermelha, como o sangue azul das veia do príncipe de meu mundo CÃO. Tô mais feliz hoje do que ontem, e menos que amanhã. Mas vivo com vida cada momento de preferência com poesia.

Gracias

beijos e queijos

Gd Barros disse...

muito bom o poema,Vanuza com poemas melhores a cada dia...
beijos

Vanusa Babaçu disse...

Gladson,

O bom da vida tem que ser no mínimo gritado aos quatro cantos do mundo. Meus poemas são os mesmos a inspiração é que de vez enquando encontra motivações peculiares, culpa dessas 'ANDANÇAS E OLHARES" que a vida me presenteia.

Eu escrevo, eu escrevo e publico.

Que bom que gostou. Me anima.

Muitas gracias com beijos gritados!

Baba