domingo, 2 de maio de 2010

Desnecessárias explicações - Vanusa Babaçu

O poema grita
e ensurdeçe-me
eu corro.
E
volto
sorrateira
silenciosa
ele está lá e cá
me espera
me encurrala
o que faço?
Digito!
Deleto.
O poema volta
permanece
sorrateiro
silencioso
desisto,
escrevo,
deleito-me
publique- se!

7 comentários:

Caroline disse...

Comentário que virou poema *-*
adoooreii ;*

João Henrique Salles disse...

Eu corro dos teus irresistivéis escritos e eles silenciosos e sorrateiros me arrastam até aqui.Maio começou bem, Adorei tudo de hoje.

Deleito-me
Publique-se

Lindo

Vanusa Babaçu disse...

Pois é Carol podemos ver poesia em tudo... Comentário que virou poema II.

bjim

Vanusa Babaçu disse...

joão

Deleite-se!!!

Quantas vezes quiseres. Obrigada, pela frequência.

Publique-se!

Nijma Mahmud disse...

Realmente quando a inspiração chega não adianta tentar esquecer: não escrevendo, não digitando e até mesmo não falando, pq quando a danada gruda na mente logo se espalha para o coração.. P.S.: teu blog ta lindo.. bjoo

Vanusa Babaçu disse...

Minha linda,


esse meu coração é bandoleiro... e aprendeu a encher-se de letrass!!!

Bom saber que veio aqui, e ainda saber que gostou... hummmm! Delícia!!

Volte mais.

Anônimo disse...

Como não observar tal momento se descrito de tal maneira? entre correr, digitar, deletar, redigitar e, finalmente, publicar! Digo, pedir (humildemente) que "publique-se". Pode ser visto bem ao gosto de uma requintada desordem na qual se transcorre a vida. Ah, falando nisso, é sobre ela que estamos nos referindo enquanto prisma (a vida). No caso da autora indelével em destaque, uma vida inteira de arte IN NATURA, que persiste a nos ensinar.
Em tal viso, é determinante não se voltar por meio das palavras de Elba Ramalho:

"...Eu só tenho flores pra jogar!"

Eita babaçueira arretada!
Adoro vislumbrar tuas andanças.
Deslumbrante...