sexta-feira, 14 de maio de 2010

Sem delongas - Vanusa Babaçu

Meu corpo,
minha mente
meu espírito
conjunto louco 
de espaço físico
edificado na necessidade de ti.

Cuide para que eu te esqueça
Cuide para que seja breve
Cuide para que a morte 

seja só do poema

Vá ...

Que eu cá permancerei
e cuidarei
para que sejas para sempre
amado
a gosto ou a contra gosto teu.

Prometa-me  somente
não olhar pela fresta da porta danificada.
Trocarei o lugar de depositar a velha chave.

Não se farás mais delongas
Suicidarei todas as palavras
que meu puto coração desejar 
escrever pra ti.

2 comentários:

Nara C. disse...

Pelo título soube que este poema me causaria o estranho incomodo da saudade ressentida. Sem dúvidas um dos muito que me estarreceram ante a imagem fidedigna que empresta a tuas palavras...
Oportuno dizer que me descreves neste texto e que como sempre e mais uma vez, me surpreendes.

Beijos com a beleza dos Babaçuis

João Henrique Salles disse...

Babaçu

Tu me despudora e me tira o chão. "Sem delongas" é um texto maravilhoso.

Tu também me surprendes.