sábado, 11 de dezembro de 2010


Poderia dizer que minha inspiração em tempos de tantas atribulações tirou férias.  De tal modo, tenho justificativa para  passar um bom tempo longe da escrita das palavras. Pouca verdade. Trata-se somente de meu ser estar invadido de ti, e sobre ti o que eu mais ainda posso registrar? Ainda existe algo a ser dito? Já disse tantas vezes que não quero mais te ver, nem sentir  o roçar de tua barba rala, crescida apenas de três dias. Menos ainda degustar o teu cheiro de banho. Prosseguirei por mais dias ocupando minha mente de pensamentos científicos  e juro, fechar os olhos para todas as tuas lembranças. Sim eu as apagarei. Com um único clik teu arquivo em mim será extinto. Solicito ainda de ti que não me apareças, há um risco que eu voluntariamente te abrace e apague a luz amarela, sobreposta à nossa apreciada rede esticada na sala do meio... Que alguém me acorde antes que o sol, o faça.

4 comentários:

Zau disse...

Menina, olha em volta e vê além. Geralmente se vê o que se quer. Não queira. Passa por cima e olha a beleza da flor da varanda, do céu maranhense.
Mais belas que as palavras de dor são as de amor, cujo o sujeito não precisa ter barba.

Beijo e abraço linda!

Zau disse...

ôps! ia esquecendo, seu maravilhoso blog estará linkado lá no meu. Admiro vc. Bjos linda.

Vanusa Babaçu disse...

Hum... tudo está fora de mim, tudo está dentro de mim... até o roçar da barba rala imaginada pela janela se onde vejo crescer a flor que enfeita o jardim de nossos dias.

Adoro saber que passou aqui!

vaguinho disse...

lindas palavras, onde encanta e emociona ao apreciar tamanha obra!
Bom o que seria do mundo sem os verdadeiros poetas e poetisas. Falo de você e de muitos dos que
neste blog participam... Obrigado..