quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Sinais Públicos


Minha boca,
sem pressa...
pousa em tua face,
sem pelos...
Sem rugas,
Sinais públicos de tua terna idade.
Minha boca...
 suja de desejos vis.
Degusta-te levemente, 
em mente.
E emprenho o meu espírito
 Do teu cheiro de virilidade.
E os meus olhos, acirram-se.
E fecho a porta de minha insanidade.
E te deixo ir para os teus e tuas.
Retorno em denso silêncio.
E te poetizo,
Em madrugada chuvosa
de dezembro.


4 comentários:

Viviany Assunção disse...

Sempre me surpeendo e fico aqui boba babando com teus poemas, sao tao simples e tao lindos que da raiva rsrsrsrsrsrsrs, beijoos minha artista!

Vanusa Babaçu disse...

Devagar, sem pressa e sobretudo sem juízo. Pos mais que eu tente esconder... meus atos vão tornando-se "Sinais Públicos de minha forma de ir amando as pessoas". Nesse caso especificamente em "modo off" publicado... risos.

agradeço a visita

Anônimo disse...

Simplismente linda!

Juh Salomé de Beauvoir disse...

Amar mudo, gritar calado...
É difícil, mas não é raro!

Deijando um côfo de beijos...

;)