sábado, 2 de janeiro de 2010

Capa-bode Vanusa Babaçu

A
Saudade
É um cavalo bravo,
Com um cavaleiro
munido de açoite e espora
Que avança num galope alto,
Embrenhando-se impiedosamente
Por veredas de espinheiras nordestinas.
As esporas ensangüentam a carne
Se o cavaleiro for silencioso
Tu escutas:
Vai, vai, vai
E continuas tua correria sem freios
Na mata fechada de capas-bode.
Desobedeces aos comandos de teu dono.
Saudade...
É esse cavalo,
estropiado
Agonizante
a espera do fim.






Pequenas certezas, jan/2010







6 comentários:

Anônimo disse...

Acho que é Zeca Baleiro que canta "A saudade é um trem de metrô"

Mas hj, aprendi que a saudade corre velozmente sob as patas de um cavalo estropiado de dor!

Oh, Babaçu, Babaçu

Como eu queria saber do que ou de quem falas!!!

Será que eu sei?

abraços e beijinhos

lilia diniz disse...

"saudade é ferroada de maribonde" dizia patativa, e a poeta dá coiçadas de versos com essa definição... É esse cavalo,
estropiado/ Agonizante /
a espera do fim.
PARA CADA UM ELA TEM UMA FORÇA UMA DOR DIFERENTE.

BEJIM

MADRUGADA E POESIA disse...

ta muito lindo.
A saudade é prego e parafuso, quanto mais aperta, mas dificil de arrancar... zeca baleiro.

beijos de azeite

Vanusa Babaçu disse...

Sr Anônimo,

falo da saudade, é disso que eu falo!!!

beijosss

Vanusa Babaçu disse...

Lilia,

Minha poetiza que eu amo, que eu sinto saudades, que eu divido o azeite de babaçu que trazes nas tuas veias!

Saudade é sim, uma ferroada de marimbondo. Esse Patativa sabia tudo!

Meu cavalo agonizante!

Vanusa Babaçu disse...

Xico, essa saudade

ela vem e fica e ainda demora...NESSE meu cavalo, desesperado de dor!

Sim ela é prego prafuso!!!