domingo, 4 de abril de 2010

Mãos putas


Com ternura, afeto, e açucar
para CairoMorais
Outono 2010
texto: Vanusa Babaçu 







Nunca mais me acometi de sossego
foi-se o tempo que eu sabia quem era eu.
Todos os cheiros são tu
todos os dedos são teus
tuas mãos putas
tua boca de forno
 meus gritos chamam teu nome
que agora escrevo nas paredes
com meu giz de cera azul.
 Tua língua vadiou por minha boca,
salivando minha alma...
Separando involuntariamente 
corpo do espírito.
Numa noite sabatina de outono
e quando as portas se abrirem?
Leve-me contigo na tua algibeira.








9 comentários:

Ubirajara disse...

Simplismente,lindo!!!!!!!

Aninha Terra disse...

risque todas as paredes, escreva, escreva! bjoos

Vanusa Babaçu disse...

Bira, que bom que gostou de meu escrito. Aforei sua passagem a por aqui. Volte mais vezes!


abraços azeitados

Vanusa Babaçu disse...

Aninha,

Nem todas as paredes do mundo caberiam minha vontade de escrever esse nome, esse ser que invade minha vida sem pudor, sem vergonha e com todo o meu consentimento.

Adoro quando sei que vc leu os meus escritos!!!!

Abraços de palmeira!

Anônimo disse...

Babaçu

Nossa, esse poema é um delírio.

Lindo

Gd Barros disse...

Muito massa ^^ ia flar lindo mas n gosto de ser repetitivo
bjos

Vanusa Babaçu disse...

Obrigada, fico envaidecida de saber que passa por aqui de vez em quando...

João Henrique Salles disse...

babaçu,

esse amor-desespero com nomes escritos pelas paredes...Quero ser essa tua boca de forno, engolindo labaredas de teus prazeres.

Tu escreve lindamente, me emocionas...

Vanusa Babaçu disse...

Labaredas de prazeres? Poético, Sim?

Obrigada!